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SUA HISTÓRIA - Em Agosto de 1958, na cidade do Rio de Janeiro, um grupo de idealistas resolveu criar uma Instituição para a proteção e a conservação da natureza em face do crescente e descontrolado uso de nossos recursos naturais, nascendo então a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza.

Assim, Artur Miranda Bastos, Eurico Santos, Francisco Iglesias de Lima, Fuad Atala, Harold Edgard Strang, Luis Hermany Filho, R. Magalhães, Rossini Pinto, Victor Abdmir Farah e Wanderbilt Duarte de Barros, sem que o fato representasse desinteresse ou omissão de centenas de outros pugnadores eméritos, mas por uma questão de oportunidade e ocasião, firmaram na data acima a ata de constituição da FBCN, sendo assim considerados os seus membros fundadores.

As mesmas pessoas acima, acrescidas da companhia de Álvaro Silveira Filho, F.Segadas Vianna, J. Cunha Bueno, Luiz Simões Lopes, tiveram a oportunidade de assinar a Ata de Instituição, tornando-se assim membros instituidores.

A finalidade única para a qual foi criada é a de promover uma ação nacional para a conservação dos recursos naturais e para a implantação de áreas reservadas de proteção à natureza.

Com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro, a FBCN, conforme determinava a legislação vigente à época, registrou-se como pessoa jurídica de direito privado no livro A nº 5 do Registro Civil das Pessoas Jurídicas do Cartório do 6º Oficio de Notas do Estado da Guanabara.

Em 30 de outubro de 1964 a FBCN foi considerada como de utilidade pública, por meio da Lei nº 601, conforme publicado no Diário Oficial da Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara em 10 de novembro deste mesmo ano.

UM SÍMBOLO UMA LENDA

Quem já ouviu falar no CURUPIRA, sabe que é um mito dos índios Tupis, anterior a chegada do Homem Branco ao Brasil e que persiste até nossos dias nos mais afastados rincões brasileiros. Ele personifica uma entidade protetora das florestas, dos animais e das plantações. O mito apresenta-o como um garoto sagaz, que gosta de aparecer montado nos caititus. Habita o âmago da floresta, abrigando-se nas sapopemas das grandes arvores. O seu machado feito de casco de jaboti não destrói. Com ele costuma bater nos troncos, avisando aos animais quando se aproximam as grandes tempestades.

O CURUPIRA é espírito bom e protetor, defensor dos animais e das plantas .Ao contrario do Saci-Pererê, enganador, brincalhão, símbolo da malandrice, o CURUPIRA só engana viajantes e caçadores que agem contra os princípios da ética da natureza, matando animais jovens, fêmeas gestantes, usando armadilhas cruéis e, sobretudo, mutilando ou abatendo animais e plantas pelo prazer de destruir. É por este motivo que possui os pés virados para trás, calcanhares voltados para a frente, características que utiliza para despistar os depredadores e destruidores de nossa natureza, fazendo-os perder a trilha ou o rastro da caça. Não é raro que ajude os animais feridos a se recuperarem. Tem especial ojeriza pelos que destroem os ninhos dos pássaros ou matam os filhotes de qualquer animal.

A FBCN adotou-o, desde sua fundação, como seu símbolo, esperando que ele permaneça entre nós, não como pura e simples crendice, mas pelo correto espírito filosófico de vida harmônica, entre o homem e a natureza, que ele representa. Ele tem através dos anos nos estimulado por todas as formas a promover a conservação e renovação dos recursos naturais do Brasil para as futuras gerações, haja visto o grande número de trabalhos já realizados por esta Nobre Instituição. Este símbolo que tem sido impresso em todos os nossos boletins e publicações, desde o nosso primeiro comunicado, foi desenhado pelo artista Manuel Antonio Ferreira.

 

 
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